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Complexo da Praça Deodoro é inaugurado em São Luis do Maranhão



Para a alegria da população ludovicense e dos visitantes de São Luís, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade está sendo reinaugurado hoje (22). Após um ano em obras, o novo Complexo Deodoro traz de volta à cidade um espaço para ser apreciado entre amigos e famílias, com estrutura para receber atividades culturais e, além de tudo, contar parte da história maranhense a partir dos bustos de grandes personalidades do estado, que retornaram à praça após 11 anos.

O complexo, constituído pelas praças do Pantheon e Deodoro e alamedas Silva Maia e Gomes de Castro, passou por uma intensa obra de revitalização iniciada em novembro de 2017, com execução do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com a Prefeitura de São Luís, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. Para o projeto, foram investidos cerca de R$ 20 milhões - abrangendo ainda as quatro primeiras quadras da Rua Grande.


O projeto executado contou com soluções urbanísticas e arquitetônicas que resgatam a importância histórica do local, antes conhecido como Campo de Ourique, e a vista privilegiada da Biblioteca Benedito Leite. As praças e alamedas estão agora mais integradas, como se formassem uma grande e única praça, com espaços acessíveis e sem obstáculos, que é um verdadeiro convite ao pedestre. Foi ainda pensando nisso que a obra incluiu também um novo paisagismo, iluminação pública, mobiliário urbano e pavimentação acessível, além da abertura de pequenas praças rebaixadas, que funcionam como recantos para a permanência.

Tradicional

O espaço, que já havia sido reaberto à população, chama atenção dos visitantes, principalmente daqueles que vivenciaram parte da história do Complexo Deodoro e acompanharam tradições promovidas por lá. “São Luís já merecia um espaço como esse. Essa praça, que durante muitos anos era usada como ponto de encontro para amigos e realização de manifestações culturais, tem novamente estrutura para receber essas atividades, que ajudam a contar a história da cidade”, exaltou o contador ludovicense Neivane Rodrigues.

O complexo, que volta a se destacar entre os pontos turísticos da capital maranhense, reconhecida mundialmente por sua riqueza histórica, é bem recebida também por quem visita a cidade. O vigilante Uelisson França, natural de Viana e morador do município de Matinha, aproveitou a vinda a São Luís para levar a filha e o sobrinho para conhecerem a Praça do

Pantheon e saiu satisfeito.

“A gente já tinha vindo aqui antes da reforma, e é muito interessante poder ver, depois de todo esse serviço. É um lugar onde podemos trazer a família para passear, tranquilo, porque antigamente havia os carros e era até perigoso trazer as crianças, não é? Sem contar com a sensação de segurança. Com os guardas aqui, a gente pode usar o celular, tirar foto e se preocupar só em curtir”, destacou. 

A entrega oficial dos espaços acontece neste sábado (22), a partir das 17h30, em evento aberto ao público na Praça do Pantheon. A festa contará com apresentações de artistas e grupos locais, além da presença da presidente do Iphan, Kátia Bogéa; do prefeito Edivaldo Holanda Jr.; do diretor do Departamento de Projetos Especiais do Iphan, Robson de Almeida, e do superintendente do Iphan do Maranhão, Maurício Itapari, entre outras autoridades locais. 

Bustos que contam histórias 

Outro grande destaque na nova configuração do Complexo Deodoro foi o retorno dos bustos de grandes personalidades das artes e letras do Maranhão à Praça do Pantheon. Por 11 anos, eles haviam sido armazenados no Museu Histórico e Artístico do Maranhão e agora foram higienizados e restaurados para retomar seu local de destaque, em frente à Biblioteca Benedito Leite. 

Desde 1998, os bustos são uma homenagem póstuma oficial e permanente a Clodoaldo Cardoso, Gomes de Sousa, Henriques Leal, Arthur Azevedo, Urbano Santos, Dunshee de Abranches, Nascimento de Morais, Gomes de Castro, Bandeira Tribuzi, Maria Firmina dos Reis, Arnaldo de Jesus Ferreira, Ribamar Bogéa, Coelho Neto, Raimundo Corrêa, Raimundo Teixeira, Raimundo Corrêa de Araújo, Silva Maia e Josué Montello, por sua contribuição às artes no estado. Forjados em bronze, eles são resistentes ao sol e às chuvas e contam com placas que identificam cada um desses intelectuais maranhenses.




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