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Bolsonaro planeja ações no Nordeste



O objetivo não é sustentar os pobres com assistencialismo como o programa Bolsa Família, mas sim, gerar emprego e renda para diminuir a pobreza na região.



O Nordeste deverá ganhar atenção especial do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que pretende transformar a única região em que não saiu vencedor nas urnas em uma vitrine de seu governo a partir da retomada de obras paralisadas das administrações petistas, por causa de corrupção e desvios de verbas, como a transposição do Rio São Francisco e a construção de ferrovias, como a Transnordestina. 


A transposição do Rio São Francisco está 96% concluída, sendo 95% no Eixo Norte e 100% no Eixo Leste. A água está sendo retirada do São Francisco, no interior de Pernambuco, para abastecer outros rios e açudes. O objetivo é beneficiar 12 milhões de pessoas em 390 municípios em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

As obras começaram em 2005, com previsão inicial de serem concluídas em 2010. O custo também aumentou. Deve ficar em R$ 9,6 bilhões, o dobro do previsto. O projeto envolve mais de 5,4 mil trabalhadores e cerca de dois mil equipamentos, em 477 quilômetros de extensão. 



Outra obra importante na região é a ferrovia Transnordestina. Ela foi planejada para ligar a cidade de Eliseu Martins (Piauí) aos portos de Pecém (Ceará) e Suape (Pernambuco), com 1.753 quilômetros de extensão, passando por 81 municípios. O objetivo é transportar 30 milhões de toneladas por ano. O projeto foi iniciado em 2006 e só deve ficar pronto em 2027, 17 anos depois do prazo original. 

Já foram gastos R$ 6,4 bilhões, e as obras têm 52% de avanço físico. Elas estão interrompidas desde o início de 2017, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão completa de repasses por suspeitas de irregularidades no governo pestista. O orçamento, que era de R$ 4,5 bilhões, agora já alcança R$ 13 bilhões.



O fornecimento de água no semiárido nordestino é outro desafio. A dessalinização — processo que retira o sal da água — é mais comum em países com pouca disponibilidade.  Israel é o exemplo de sucesso no mundo com o uso da tecnologia e está disposto a colaborar com o Brasil, para diminuir ou acabar com o sofrimento do sertanejo castigado pela seca.

O Ministério do Meio Ambiente tem o Programa Água Doce, que atende mais de 500 comunidades do semiárido com a dessalinização de águas salobras (com salinidade intermédia, entre a salgada e a doce). Também há experiências regionais, como a de Fernando de Noronha, onde a dessalinização garante água potável a 80% dos cinco mil moradores fixos.

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