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Estados do RJ e SP registram 85% dos roubos de carga



Rio de Janeiro e São Paulo concentram 85% dos roubos de carga no Brasil. A disputa do tráfico de drogas no estado fluminense fez o volume de ocorrências disparar, num pico de 152 registros, em dezembro de 2017. O diretor da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias, ressalta que os carteis do narcotráfico passaram a exigir o pagamento à vista e o roubo de cargas foi a saída para gerar dinheiro rápido aos traficantes. 

 “O narco-tráfico para não ter prejuízo começou a vender as drogas somente à vista. As facções para comprar á vista passaram a procurar produtos de fácil liquidez no mercado, como TVs e cargas de supermercado”, disse Dias. 


 A Polícia Rodoviária Federal garante que um trabalho com as Forças Armadas conseguiu reduzir em 20% as ocorrências em 2018. O presidente da Fetranscarga (Federação do Transporte do Rio de Janeiro), Eduardo Rebuzzi, chama a atenção para o atual estágio da violência.

“Hoje o Rio de Janeiro não é mais caso de inteligência. É fratura exposta. Todo mundo vê aquela carga roubada, mas a polícia não chega lá porque não pode entrar lá. Já ouvi isso algumas vezes, porque não tem o blindado, mas se entrar não pode dar tiro e se der tiro não pode matar. Desculpe o termo, mas é uma falta de vergonha da sociedade que continua aceitando esse tipo de situação”, declarou Reduzzi. 

 A Festrenscarga aponta o mercado de receptação no Rio de Janeiro, como um verdadeiro livre comércio de produtos furtados e roubados. Já o presidente da NTC (Associação Nacional dos Transportadores de Carga), José Helio Fernandes, reforça a escalada da criminalidade no setor. 

“Esse negócio tomou uma proporção absurda e generealizou. Todo dia é assalto a caminhão na Linha Amarela, Linha Vermelha… Temos que encontrar caminhos e envolver o Congresso, quem quer que seja. Vemos o crime alimentando o crime. Isso virou uma roda e a coisa vai indo”, criticou Fernandes.  
Representantes do setor de transportes, Polícia Federal, Forças Armadas estiveram reunidos na Comissão de Viação e Transportes da Câmara. Após Rio de Janeiro e São Paulo, o maior volume das ocorrências estão no Paraná, Minas Gerais e Bahia.


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