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Moro veta privilégios para Lula na cadeia


O condenado só poderá ser visitado apenas por seus advogados constituídos no processo e por parentes do primeiro grau.



O juiz federal Sérgio Moro decidiu enquadrar Lula no "regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal", o que significa que o petista poderá ser visitado apenas por seus advogados constituídos no processo e por parentes do primeiro grau (estes, apenas uma vez por semana).

Em despacho proferido no fim da tarde dessa segunda-feira (19), Moro ressaltou que Lula está detido em uma sala reservada na sede da PF em Curitiba (chamada de 'Sala de Estado-Maior') e com direito até mesmo a uma televisão, mas alegou que "não se justifica novos privilégios em relação aos demais condenados" no caso tríplex da Operação Lava Jato.



"O ex-presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física, a fim de igualmente atender à dignidade do cargo ocupado. [...] Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública", escreveu Moro em seu despacho.

Lula está preso desde o último sábado (7) em uma sala de 15 metros quadrados no quarto andar da sede da PF em Curitiba. O local tem banheiro próprio e banho com água quente. Os demais custodiados da Lava Jato que se encontram no mesmo prédio, como o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro (preso também em razão do caso tríplex) e o ex-ministro Antonio Palocci, estão no segundo andar.




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