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Maranhão tem o menor número de médicos do país, diz Conselho Federal de Medicina


Apesar do salto na quantidade de profissionais, a maioria deles permanece atuando em capitais e grandes centros urbanos.



O Maranhão mantém a menor densidade demográfica médica do país (0,87), seguido pelo Pará (0,97), para cada grupo de mil habitantes. A média nacional atualmente é de 2,18 médicos, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

O levantamento conta ainda com informações de bancos de dados da Associação Médica Brasileira e da Comissão Nacional de Residência Médica.

Dados da Pesquisa Demográfica Médica 2018 apontam que em pouco menos de cinco décadas, o total de médicos no país aumentou 665%, enquanto a população brasileira cresceu, no mesmo período, 119%. Apesar do salto na quantidade de profissionais, a maioria deles permanece atuando em capitais e grandes centros urbanos, cenário que compromete o atendimento em municípios do interior do país.




De acordo com o estudo, em janeiro deste ano, o Brasil registrou um total de 452.801 médicos – uma média de 2,18 profissionais para cada grupo de mil habitantes. O Sudeste é a região brasileira com maior densidade médica (2,81 profissionais para cada grupo de mil habitantes), contra 1,16 no Norte e 1,41 no Nordeste.

Dados do levantamento demonstram que somente o estado de São Paulo concentra 28% do total de médicos no país. O Distrito Federal, por sua vez, é a unidade federativa com a média mais alta (4,35), seguido pelo Rio de Janeiro (3,55).

Para o presidente da Associação Médica Brasileira, Lincoln Ferreira, o aumento do número de médicos e a má distribuição têm relação direta com o que a abertura de novas escolas e cursos de medicina e com o que ele chama de política de transbordamento.

“A vida profissional de um médico é longa. Formar médicos custa muito, mas formar mal custa muito mais caro”, disse.

Agência Brasil




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