Últimas

Funcionários dos Correios entram em greve no Brasil

 
Os trabalhadores dos Correios de todo o país entrarão em greve, por tempo indeterminado. 

De acordo com a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o principal motivo da paralisação é que na segunda-feira (12), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai julgar o pagamento do plano de saúde dos funcionários da estatal. 

Os Correios querem alterar a fórmula de custeio do convênio dos 106 mil servidores ativos, 30 mil inativos e seus dependentes. A empresa quer retirar do plano dos servidores pais, filhos e cônjuges e assim, os gastos com o benefício cairiam de R$ 1,8 bilhão por ano para R$ 700 milhões. 

Ao todo, 390 mil pessoas são beneficiadas com o plano de saúde pago pela estatal.

A empresa alega que não consegue mais sustentar as condições do plano de saúde. Justiça suspende cobrança extra dos Correios no Rio de Janeiro

Contra a privatização 

Para a FENTECT, os trabalhadores dos Correios serão prejudicados se precisarem custear o plano de saúde de parentes diretos. 

Segundo a categoria, o salário médio dos Correios é de R$ 1.600,00, o mais baixo das estatais. Os funcionários também discordam da posição dos Correios de que é o plano de saúde um dos principais motivos do rombo nas contas da empresa. 

Conforme a federação, o convênio representa de 8% a 9% da receita da estatal. 

Para Suzy Cristiny da Costa, da diretoria da FENTECT, a direção dos Correios promove uma ideia de crise na estatal para que se justifique uma possível privatização no futuro. 

 — Nós últimos anos os Correios foram sucateados para chegar neste ponto e alegarem que a única solução é privatizar. Além do plano de saúde, os trabalhadores não concordam com outras decisões da empresa como as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, a terceirização na área de tratamento e a suspensão de férias. Eles também pedem a contratação de novos funcionários por concurso público, mais segurança e fim dos planos de demissão. 

 Outro lado 

Em nota, a estatal disse que a greve agrava ainda mais a situação delicada que os Correios estão passando.


Nenhum comentário