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13 integrantes da quadrilha do contrabando em São Luis são denunciados


O bando foi desarticulado durante um cerco policial na madrugada do dia 22 de fevereiro deste ano. 


Treze integrantes da quadrilha de contrabandista, denunciados ontem pelo Ministério Público Federal (MPF) no Maranhão, responderão pelos crimes de organização criminosa, contrabando, descaminho, corrupção, falsidade documental, posse irregular de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Além da denúncia, o MPF manteve, ainda, a prisão preventiva dos envolvidos.

O bando foi desarticulado durante um cerco policial na madrugada do dia 22 de fevereiro deste ano, com a prisão dos quadrilheiros em um sítio no povoado Arraial, no bairro do Quebra-Pote, zona rural de São Luís. No ato da abordagem, os policiais apreenderam armas, munição, veículo e a carga de cigarros e uísque contrabandeada.

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Entre os denunciados pelo MPF no Maranhão, estão o ex-vice-prefeito de São Mateus, Rogério Sousa Garcia; o ex-superintendente estadual de Investigações Criminais (Seic), delegado da Polícia Civil Thiago Bardal Mattos; o coronel da Polícia Militar (PM), Reinaldo Elias Francalanci; o major da PM Luciano Fábio Farias Rangel; o sub-tenente da PM Joaquim Pereira de Carvalho Filho; o soldado da PM Fernando Paiva Moraes Júnior; o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo; José Carlos Gonçalves; Galdino do Livramento Santos, Evandro da Costa Araújo, Rodrigo Santana Mendes, Edimilson Silva Macedo e o tenente da PM aposentado, Aroudo João Padilha Martins.

A denúncia foi formulada pelos procuradores da República, Carolina da Hora Mesquita Höhn, Juraci Guimarães Júnior e Marcilio Nunes Medeiros, que foram designados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ainda segundo informações da assessoria de comunicação do MPF no Maranhão, a investigação feita pelos procuradores foi baseada no trabalho investigativo realizado pelas Polícias Civil e Federal com base no resultado de laudos periciais, depoimentos de testemunhas e na apreensão de armamento, munição e mercadorias ilícitas. O valor das cargas apreendidas, entre uísque e cigarros de procedência estrangeira, totaliza a quantia de R$ 16.371.371,07.



DELEGADO THIAGO BARDAL


A polícia informou que o delegado Thiago Bardal, que está preso desde o último dia 2, no presídio destinado aos policiais civis, na Cidade Operária, acusado de ser um dos líderes dessa organização criminosa, também vai responder pelos crimes de peculato, crimes de peculato, prevaricação e concussão.

De acordo com as informações da polícia, Bardal é suspeito de ter dado sumiço a uma carga de cigarros apreendida pela Seic em agosto do ano passado, na Cidade Operária. Ele teria tentado, ainda, a extorquir do proprietário do estabelecimento comercial, onde a carga foi encontrada, a quantia de R$ 150 mil.

Na quarta-feira, 28, Bardal esteve na sede da Superintendência Estadual de Combate a Corrupção (Seccor), no bairro do São Francisco, acompanhado de dois advogados. Ele chegou a esse local por volta das 10h e na presença de uma equipe composta por cinco delegados, coordenados por Roberto Wagner Fortes, se recusou a falar sobre o assunto, permanecendo calado durante o interrogatório. Em seguida, o ex-superintendente da Seic retornou ao presídio da Cidade Operária em uma viatura da Secretaria de Segurança Pública (SSP).




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