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"Não sabia que meu filho sofria bullying", diz pai do garoto atirador de Goiânia


O major da Polícia Militar de Goiás pai do garoto de 14 anos que disparou contra colegas na sexta-feira, 20, no colégio Goyases, em Goiânia, deixando dois mortos, depôs na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) na manhã desta segunda-feira.


O policial disse que não sabia que o filho sofria bullying na escola, como o menino relatou em seu depoimento. 

 O pai também descartou que ele ou a mãe do adolescente, que também é policial militar e é a dona da arma utilizada no tiroteio, tenham ensinado o filho a atirar ou que o garoto manifestasse alguma atenção especial pela arma, que, de acordo com o major, ficava em cima do guarda-roupa do casal e separado da munição, que era trancada em uma gaveta. O pai disse não saber como o filho teve acesso aos projéteis.

Esta triste situação revela a falta de acompanhamento e diálogo de muitos pais com os filhos. Pais que acompanham o cotidiano dos filhos, conversam constantemente, participam ativamente da vida das crianças jamais ficam sem saber o que acontece com eles, já que a relação afetiva fortalecida pela boa convivência família gera confiança e as crianças contam tudo o que acontece de bom ou ruim ao pais.

O garoto, sofrendo calado, já tinha a intenção de cometer o ato para aliviar seu sofrimento. Ele faria isso usando qualquer objeto, além de uma arma, ou até mesmo com as próprias mãos.
O menino continua isolado na Depai, aguardando a audiência com o Juizado da Infância e da Juventude. Na própria sexta-feira, a juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello acatou o pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e determinou a internação do menino por 45 dias.


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