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Madrasta assassina de Isabella Nardoni recebe indulto do "Dia das Crianças"

Por bom comportamento no presídio de Tremembé (SP), onde está desde maio de 2008 condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni, de 5 anos, Anna Carolina Jatobá obteve nesta segunda-feira (17) o direito de ir ao regime semiaberto. Com a decisão, ela poderá deixar a penitenciária cinco vezes ao ano para saídas temporárias para visitar a família, podendo durar cada saída até sete dias corridos.
A decisão é da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais da Taubaté, no interior de São Paulo. A juíza aponta que, durante todo o período de prisão, Anna Carolina nunca teve uma infração disciplinar. Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), Anna já foi para a ala de progressão da mesma unidade.

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Anna foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão por homicídio triplamente qualificado. O crime aconteceu na noite de 29 de março de 2008, no apartamento onde vivia com o marido, Alexandre Nardoni, na Casa Verde, bairro da zona norte de capital paulista. O casal nega, até hoje, ter cometido o crime.
 "Foi submetida a exame criminológico e obteve resultado positivo pela unanimidade dos membros da Comissão Técnica de Classificação, os quais ressaltaram que a possibilidade de reincidência é nula", escreveu a juíza na sentença, datada nesta segunda-feira (17).

Ainda de acordo com Sueli Armani, Anna Carolina "possui percepção da gravidade do ocorrido, apresenta juízo crítico da realidade, valores éticos e morais preservados, autocrítica, tolerância à frustração e controle sobre sua agressividade".

Em junho deste ano, a progressão ao regime semiaberto já havia sido aprovada pelo MP (Ministério Público), em pedido de progressão de pena assinado pelo promotor Luiz Marcelo Negrini. No documento, ele atesta o bom comportamento de Jatobá e o resultado positivo do exame criminológico.
"Vale dizer que a gravidade do crime e suas consequências, por mais nefastas e repugnantes que sejam, não podem prevalecer nessa fase, quando não mais consideradas pela lei aplicável para se verificar a possibilidade de progressão", argumentou Negrini.

UOL

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