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Professores da rede municipal decidem suspender greve


Os professores da rede pública municipal de ensino de São Luís decidiram, em assembleia realizada pelo Sindicato dos Professores (Sindeducação) na manhã de ontem, 3, pela suspensão da greve que já durava mais de um mês. A decisão ocorreu em frente à Secretaria Municipal da Educação (Semed) que estava ocupada há alguns dias.

A deliberação foi estabelecida após a mediação do Ministério Público, ficando firmado que a Semed devolverá o desconto monetário sobre os salários até o dia 15 de setembro, permanência dos professores no mesmo local de lotação, garantia do direito dos professores como a ampliação.

A partir de hoje os professores voltam à sala de aula, e ficam na espera do estudo técnico do MP que deve ser feito em até 20 dias para confirmar a viabilidade do reajuste da categoria.

Os professores da rede municipal declararam greve no dia 2 de agosto. Nesse dia, os grevistas visitaram várias escolas que apresentavam risco aos que por ali passariam diariamente, o que é o ponto alto da greve.

Além disso, os professores reivindicavam a negociação, entre Prefeitura e classe, do reajuste salarial de 2017 - eles saíram insatisfeitos depois de a Prefeitura de São Luís não oferecer nenhuma forma de reajuste aos profissionais do magistério na última mesa de negociação.

Ocupação
Após quase um mês de greve, os professores ocuparam a sede da Semed, no bairro do São Francisco, na manhã de ontem.

Os manifestantes ocuparam todo o prédio, salvo as salas que estavam trancadas, e ficaram de vigília nas saídas da Semed, para evitar que alguém entrasse, ou saísse, sem que fosse percebido pelos que ali se encontravam.

A presidente do Sindeducação, Elisabeth Ribeiro Castelo Branco, disse que, apesar de suspensa, a greve não estaria encerrada totalmente. “Finalmente o Ministério Público interviu e deu um prazo para que nossas reivindicações fossem atendidas. A greve não acabou, apenas foi suspensa até que este parecer seja liberado”, concluiu.

Durante a assembleia com os professores que deliberou a suspensão da greve, a fala do professor Adonísio Furtado, da UEB Rubens Ferreira Rosa, destacou a importância do movimento atentar para as reivindicações dos professores e não a questões políticas. “Nós não podemos permitir que nosso protesto se forme como um ataque pessoal ao secretário da Educação, esse não é nosso objetivo, sim, conseguir que atendam nossas reivindicações”, ressaltou.

O Estado do Maranhão

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