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PF deflagrou a Lava-Jato no RS e descobriu nova modalidade de esquema

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul deflagrou nesta semana Operação Étimo, primeiro desdobramento da Lava-Jato no Estado. A PF afirma ter descoberto um esquema muito parecido com o da Lava-Jato, que desviou mais de R$30 milhões entre 2000 e 2011, mas com uma novidade: o uso de associações empresariais para fazer a lavagem do dinheiro.

Grandes empresas gaúchas, responsáveis pelas principais obras rodoviárias do Estado, pagavam um valor a essa associação a título de contribuição. O que chamou a atenção dos delegados, no entanto, é que o valor era calculado como uma percentagem dos contratos dessas empresas com o poder público. A associação transferia o dinheiro para três empresas de fachada, que sacavam os valores e os transferiam para paraísos fiscais no exterior.

Agora, o objetivo da PF é descobrir a origem e o destino destes valores. As empresas são diferentes das investigadas na Lava-Jato em Curitiba, indicou a PF, mas o doleiro que viabilizava as operações era o mesmo - seu nome foi mantido em sigilo.

Não houve mandados de prisão na Operação Étimo e a PF ainda não informou o nome dos investigados. Foram apreendidos materiais e determinada a quebra de sigilo de suspeitos.

* Étimo é um termo que exprime a ideia de origem, que serve de base para uma palavra, a partir da qual se formam outras.



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