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'Não tô nem aí", disse juiz que recebeu mais de meio milhão em salário


O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, titular da 6ª Vara de Sinop (MT), cidade a 477 quilômetros de Cuiabá, recebeu em julho mais de meio milhão de reais, precisamente R$ 503.928,79, em salário. 

Em valores líquidos, o holerite do juiz ficou em R$ 415.693,02. 

O dinheiro caiu na conta de Mirko no dia 20 de julho, data de seu aniversário de 47 anos. “Foi um belo presente, uma coincidência”, declarou o magistrado ao jornal O Globo. 

Os dados constam no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.


Não estou está nem aí com a polêmica em torno do meu contracheque, pois o pagamento é justo, dentro da lei!

O valor, segundo o Portal da Transparência, foi resultado da soma de R$ 300.283,27 em salário, R$ 137.522,61 em indenizações, além de R$ 40.342,96 em vantagens eventuais e mais R$ 25.779,25 em gratificações.

A remuneração foi autorizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, de acordo com o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), é resultado do ressarcimento de um passivo referente ao período de 2004 a 2009.

 Segundo a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), o pagamento das diferenças em julho foi autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Mas o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, negou.

Agora a pergunta é: Diante de tanta desigualdade social, roubalheira e corrupção neste país, como pode alguém achar que um contracheque de mais de meio milhão de reais "ser justo e dentro da lei" com um salário mínimo vergonhoso que temos e leis corrompidas que só favorecem aos da "elite da corrução"? Se juízes e magistrados que deveriam ser os primeiros a sentirem-se da situação crítica que o país atravessa e usar de bom senso, estão dizendo: "Tô nem aí!"... a nossa luta como cidadão com um mínimo de patriotismo é muito árdua e está só no começo!

Dormimos demais e acordamos na UTI.

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