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Associação de procuradores pede que STF enquadre Gilmar Mendes


Depois de passar a semana soltando as baratas da corrupção e outros isentos que corroem a nossa pátria, e que foram presos pela Operação Ponto Final no RJ, o ministro do STF, Gilmar Mendes, 61, causou revolta no país e entre a classe de juristas.

Ao todo, ele soltou 9 presos através de habeas corpus.

Diante da repercussão negativa no Brasil, a Associação Nacional dos Procuradores da República pediu nesta quinta-feira que os ministros do tribunal deixem de lado o silêncio e exijam discrição, imparcialidade e urbanidade do ministro Gilmar Mendes. Reafirmam também pedido de afastamento do ministro dos processos relacionados à Operação Ponto Final, investigação sobre o envolvimento de Jacob Barata Filho e outros empresários no setor de transporte público no pagamento de mais de R$ 260 milhões em propina a políticos do Rio de Janeiro, inclusive a Sérgio Cabral, ex-governador do RJ, e funcionários de departamentos públicos de fiscalização ligados ao setor de transportes.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e procuradores da Lava-Jato já pediram esta semana à presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, o impedimento, a suspeição e a incompatibilidade de Gilmar ver "evidentes ligações" com o empresário Jacob Barata Filho.

Nas redes sociais, tornou-se a estrela de um movimento, o #ForaGilmar, lançado por artistas. O site Change.org já coletou mais de 800 000 assinaturas de um total de 1 milhão que pretende recolher para apresentar um pedido de impeachment do ministro.

Os procuradores lembram recentes ataques "de forma desabrida" e nem sempre "desprovido de interesse político" do ministro ao procurador-geral Rodrigo Janot e a vários outros procuradores e juízes. Os procuradores citam especificamente a atuação e as declarações "rudes e desrespeitosas" do ministro contra o juiz Marcelo Bretas, da 7 ª Vara Federal do Rio de Janeiro e os procuradores que estão à frente da Operação Ponto Final. "O ministro Gilmar Mendes não só se dirigiu de forma desrespeitosa ao Juiz Federal que atua no caso, afirmando que, "em geral, é o cachorro que abana o rabo”, como lançou injustas ofensas aos Procuradores da República que oficiam na Lava Jato do Rio de Janeiro, a eles se referindo como trêfegos e barulhentos", lembram.

Estas declarações trazem desde logo um grave desgaste ao STF e à Justiça brasileira.

Ligações familiares

Em 2013, Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho, Beatriz, em tumultuada e luxuosa festa no hotel Copacabana Palace.

Beatriz se casou com Francisco Feitosa Filho, sobrinho da mulher de Gilmar, Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes, que fez carreira no Ministério da Justiça e em tribunais superiores.

O casamento selou a união das famílias Barata e Feitosa, que dominam o setor de transportes no Rio de Janeiro e no Ceará.




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